quinta-feira, julho 30, 2009

Melhores do que mil - Segundo Mês



Buenas Camaradas!!
Continuando com meu projeto de malabarismo experimental, chego ao meu segundo mês. Dessa vez estarei mostrando minha evolução em Bolinhas e Claves.
Usando ainda minha câmera digital 7.2 para fazer as filmagens, sinto muita dificuldade em capturar boas imagens, com iluminação legal e tudo mais, dai acaba saindo uma filmagem bastante amadora. Mesmo com os problemas, continuo em frente com o projeto, já que o objetivo principal não é a qualidade do vídeo, mas sim a minha evolução no malabarismo.
Algumas filmagens eu fiz em meu quarto (não reparem a bagunça) e outras em minha rua, dando uma ideia de um clipe bem caseiro.
Todo o material utilizado no vídeo esta disponível no meu profile ou no perfil da Joker.

Bolinhas
Esse mês treinei novos movimentos como Shower, 441 entre as pernas, nas costas e por traz da cabeça. Os novos movimentos não estão tão limpos como o meu mill mess, porém já é um bom começo. Melhorei um pouco com 4 bolinhas, estou estabilizando melhor, já estou até saindo do básico fountain e fazendo thowers meio que desajeitadas.
Auto-Critica: Esse mês não foi dos melhores, férias sempre me fazem beber mais do que treinar qualquer coisa. Mas como Lucas havia dito no comentário do outro post, o 441 me ajudou bastante para estabilizar 4 bolinhas. Próximo mês, pretendendo aprender The Box e novos truques de 4 Bolinhas, além de limpar os outros truques.

Claves
Esse malabar pra mim foi uma grande surpresa esse mês, achava claves uma coisa impossível para mim, quando via meu amigo de trupe fazendo os movimentos sempre falava a mim mesmo que era impossível. Pois é, acabei aprendendo sozinho em minha casa o 333 com claves. Pode até parecer pouca coisa, mas pra mim foi a grande evolução do mês.
Auto-Critica: Fiquei muito feliz de ter aprendido o 333, porém nesse mês estarei começando a treinar duplo giro e também cascata reversa e quem sabe o millmess.

Espero receber comentários. Até o terceiro mês!

quarta-feira, julho 15, 2009

Dead Fish - Videoclipe de Autonomia

Tava demorando, mas uma hora eu teria de demonstrar o meu amor pela minha banda favorita, o Dead Fish. No mês passado os caras publicaram o videoclipe oficial do album Contra Todos em seu site, com a música Autonomia.



Diferente dos clipes antigos, como zero e um, proprietários do terceiro mundo e você, o clipe de autonomia é uma animação muito curiosa, ao invés de um vídeo que faz análises de situações reais. Roteiro de Flávio Bá, que fez a animação junto com Tagori Mazzoni, o vídeo traz vários elementos modernos, que me fazem lembrar de um videoclipe do Bad Religion, com a música Los Angeles Burning do álbum Empire First Strike, banda essa que é uma das grandes influências do Dead Fish.

Rodrigo Lima (vocalista do Dead Fish) em varias entrevistas fala sobre bandas que deixam de seguir a sua essência e seu ritmo de trabalho, para se tornarem bandas radiofonadas, com bom marketing e que vendem bastante. Diferente dessas bandas, o Dead Fish segui o mesmo estilo de Hardcore usado há 18 anos atras quando a banda surgiu, usando sempre letras com conteúdo filosofico, politico e nacionalista. Esse clipe me pareceu meio que uma resposta à essas bandas e também para a galerinha do "underground" que sempre arrota por ai que a banda se vendeu após ter saído da produção independente entrando para a Deck Disc em 2004.

Me chamem de alienado ou até mesmo de fã paranóico, mas pra mim rolam várias mensagens que a banda deixa nesse clipe. Logo no inicio do clipe no minuto 0:18, mostra um tiuzinho moderno ouvindo a rádio, retratando o jabá nas rádios. No instante 0:27, mostra a barraquinha de vendas do cd do Dead Fish, vendendo mais que água, tipo 6 por 1 real, muito bom isso, não sei se é pra falar sobre a venda de cds originais ou sobre pirataria. Aparece a banda tocando e logo após no instante 0:43 mostra um modelo de família feliz consumista e alienada, meio que consumindo opinião, e em minutos depois a família é atingida por um disco que arranca a cabeça de alguns membros da família, e tudo permanece absolutamente normal e correto. Eu vejo isso como nos dias de hoje, os valores estão sendo trocados o que era essencial se torna banal, as pessoas estão apáticas e sem ação, vivendo mecanicamente, é como o Dead Fish fala em uma das suas músicas: deixar cair até não poder mais sentir a dor.
A parte foda do clipe é quando chega uma espécie de "megazord" do Dead Fish destruindo toda a cidade, e alguns tentam lutar contra a destruição, enquanto outros ainda continuam cego e alienados pela banda. A parte final, assim como boa parte do vídeo, me lembrou de um comentário feito pelo meu professor na faculdade: a massa não tem opinião, a massa não tem vontade, a mesma massa que lutou na ditadura foi a mesma que elegeu Collor, a massa simplesmente não existe.
Por fim (essa consideração acho que é pouco de paranóia minha), no instante 3:20, tem um guri comendo um cérebro no prato, como o Rodrigo é vegetariano, deu a entender que seja uma maneira de mostra que os animais pensam muito mais que nos seres humanos, afinal de contas, nos somos os maiores responsáveis pela destruição do planeta.

Deixem o coração bater, busquem autonomia, cortem as cordas do ventriloquista. "Nem errado nem certo nem bem nem mal, nem rico nem pobre vencedor ou perdedor, humilde ou soberbo, apenas trilhando algo que é só seu" Dead Fish sempre com fragmentos Nietzscheanos.

Beijo do Baka