Buenas camaradas. Neste mês estou realmente postando muito sobre malabarismo, então para quebrar um pouco o clima, irei apresentar um pequeno resumo crítico, sobre um tema pouco conhecido, o agnosticismo. Antes de apresentar o meu texto, gostaria de ressaltar que não sou nenhum intelecto, tão pouco um filósofo, sou apenas um garoto curioso que teve vontade de abordar sobre o tema.Por que comentar sobre esse tema?
Durante um bom tempo, vi esse termo sendo utilizado de maneira equivocada, em canais de comunicação como orkut, fóruns da Internet e em algumas "rodinhas" de pseudos intelectuais, e decide então quebrar essa lambança, postando aqui em meu blog o meu resumo crítico. Muitas pessoas desconhecem o que essa doutrina realmente significa, e acabam dando um significado novo a palavra, achando que o agnosticismo é uma maneira de ficar em cima do muro, entre o teísmo e o ateísmo. Há também quem utilize o termo por medo de ser alvo do preconceito social, que será posto caso venham assumir o seu ateísmo, o que é muito comum.
Teísmo e Ateísmo
Antes de entrar no assunto em si, vale a pena esclarecer o significado de teísmo e ateísmo, para que não haja mais dúvidas de que agnosticismo não é o meio termo entre eles.
Teísmo, do grego théos (deus) + ismós (doutrina, ato, ação ...). Ou seja uma
doutrina voltada a deus, o ato de se voltar a deus. Sabemos que o existem vários
tipos de teísmo, tais como: espiritismo, hinduísmo, cristianismo, islamismo,
budismo e etc...
Ateísmo, do grego athéos (a+theos) + ismos. A preposição "a" que exprime uma
negação ou ausência, possibilita uma dupla interpretação, criando assim duas
acepções: 1- Aquele que nega a existência de deus (Ateu critico ou ativo), 2-
Aquele que desconsidera deus (Ateísmo passivo).
Esse esclarecimento foi necessário pois muitas pessoas que se encaixam na acepção dois, admitem de maneira errada que sejam agnósticos, quanto na verdade não são.
Origem da doutrina
Agnosticismo derivou-se da palavra grega "agnostos", formada com o prefixo de (privação ou de negação) "a-" anteposto a "gnostos" (conhecimento). "Gnostos" provinha da raiz pré-histórica "gno-",que se aplicava à ideia de "saber" e que está presente em numerosos vocábulos da língua portuguesa, tais como cognição, cognitivo, ignorar, conhecer, ignoto, ignorância, entre outros.
Como visto em ateísmo, temos novamente a preposição que nos possibilita uma dupla interpretação: 1- Aquele que não tem conhecimento, ignorante, 2- Aquele que desconsidera o conhecimento.
As bases filosóficas do termo, foram cunhadas pelo filosofo alemão Immanuel Kant, porém o agnosticismo só chegou a ser formulado no século XIX, pelo biólogo Thomas Henry (ao lado), que definiu o agnóstico como sendo um individuo que acredita que a comprovação da existência ou não de um ser superior, é impossível de ser encontrada.
Discutindo os termos
Como foi visto acima, o agnosticismo não é uma "terceira opção" entre teísmo e ateísmo. A questão agnóstica não é, crer ou não crer, ter fé ou não, mas sim de saber se existe ou não um conhecimento que comprove algo, nesse caso a metafisica e a religião. De maneira muito equivocada, pessoas que desconsideram a existência de um Deus, se auto-titulam como agnósticas, mas entretanto poderiam se encaixar perfeitamente no conceito de ateísmo cético ou passivo, argumento discutido no inicio do texto.
Esclarecido então a diferença entre ateu cetico e agnóstico, além de mostrar que o agnosticismo não é uma escolha covarde, tão pouco fácil, ela é apenas uma doutrina que não questiona o crer ou não crer em algo, mas sim o questionamento da possibilidade de se provar algo ou não. Mas a pergunta que faço a vocês, será que o agnosticismo não seria uma doutrina um tanto quanto vazia? Afinal de contas negar o conhecimento seria negar o trabalho de grandes mentes, além de ser uma argumentação frágil e até mesmo arrogante. Será que essa doutrina se sustentaria frente a tantos acontecimentos que rondam o século XXI?




